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Ponte da Foz do Sabor alvo de intervenção no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência

Travessia faz ligação daquela aldeia piscatória ao IP2.


O município de Torre de Moncorvo anunciou que o Plano de Recuperação e Resiliência do Governo contempla uma intervenção na ponte da Foz do Sabor, que faz a ligação daquela aldeia piscatória ao Itinerário Principal (IP2).

"Trata-se e uma obra aguardada há já vários anos. É recorrente a ponte ficar submersa em tempo de cheias, impedindo os alunos, aquela pulação e outras vizinhas de se deslocarem para a sede de concelho, pelo que aguardamos a concretização da obra com a maior brevidade possível", referiu Nuno Gonçalves, presidente da autarquia de Torre de Moncorvo à Lusa.

Segundo o autarca social-democrata, para já é desconhecida a dotação financeira para aplicar no projeto de reabilitação do tabuleiro da ponte e respetivos acessos.

"Este projeto está inserido no âmbito da transição climática, uma das três dimensões deste plano, que contempla um montante de 13.500 mil milhões de euros, onde estão também integradas as estradas municipais", indicou Nuno Gonçalves

Em 20 de janeiro de 2020, o autarca disse à Lusa que havia um projeto, pago pelo município de Torre de Moncorvo, entregue ao secretário de Estado da Infraestruturas com a finalidade de sensibilizar o Governo para a urgência de se realizarem obras no tabuleiro da ponte da Foz do Sabor e ligações diretas ao Itinerário Principal 2 (IP2) e Itinerário Complementar (IC5).

"Neste Plano de Recuperação e Resiliência vemos com agrado que, no mapeamento das estradas, se encontra contemplada uma intervenção na ponte da Foz do Sabor", sublinhou Nuno Gonçalves.

Esta ponte rodoviária é a "única" via de acesso às várias aldeias situadas nas imediações da Foz do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, a qual está muitas "interdita" ao trânsito de pesados de passageiros e mercadorias devido às más condições do tabuleiro.

O autarca salientava na mesma data a necessidade de alargar aquela travessia, lembrando a importância da construção de um cais para a acostagem de navios de grande porte, por parte da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

O presidente da Câmara referiu ainda o facto de existir, nas imediações, um projeto turístico classificado como de interesse nacional, além de a Foz do Sabor ter "uma forte componente turística" e ser a "última aldeia piscatória" em Trás-os-Montes.

Outras das preocupações acontece um tempo de cheias, já que localidades da Freguesia da Cabeça Boa, que engloba as aldeias da Foz do Sabor, Cabanas de Cima e Cabanas de Baixo, ficam isoladas quando a ponte da Foz fica submersa com a subida das águas dos rios Sabor e Douro.

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