Barroso da Fonte

Corrupção no seu máximo esplendor

Sou leitor assíduo do Jornal de Notícias ao qual estive ligado, como correspondente, desde a década de setenta em Chaves e, desde 1975, em Guimarães até 1982.


Desfilam, diariamente, por este diário verdadeira sentenças, que formataram a minha consciência cívica. E, por viver na Cidade Berço da Nacionalidade e ter acompanhado nestes quarenta e tal anos a gestão de algumas autarquias, o JN de 15/10, escreveu: «Erro Judicial deixa sem castigo arguidos de corrupção em Braga». Este título saiu na primeira página e afirma que «os casos de suborno nos Transportes Urbanos ficaram provados». Na página 15, explica: «Moldura penal: Crime para ato lícito tem prazo de prescrição mais curto». «Foi considerada nula, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, a decisão da primeira instância que em julho de 2018 tinha condenado Vítor Sousa e Cândida Serapicos, administradores dos Transportes Urbanos de Braga, ao pagamento de quase 65 mil euros — 53.500 para o primeiro, 11.250 euros para a segunda — por quatro crimes de corrupção passiva para ato lícito. A sentença foi considerada nula por falha processual: o Tribunal da Relação de Guimarães determinou que, durante o julgamento, houve uma alteração substancial dos factos», quando o arguido, acusado por um crime de corrupção passiva, passou a responder por quatro ilícitos. Enquanto na acusação, a tese sustentada era a de que Vítor Sousa tinha recebido luvas para favorecer a MAN/Portugal. Durante o julgamento, o Ministério Público passou a sustentar a teoria de que o administrador dos TUB tinha, afinal, cometido o mesmo crime mas através da figura de Abílio Costa, então responsável pela MAN/Braga, entretanto falecido. 

No programa «sexta às 9» da RTP, de 13 do corrente, Sandra Felgueiras abordou um caso de polícia que foi originado, em 2006, por António Costa, quando foi ministro da Administração Interna. Já custou ao Estado, segundo a Jornalista, cerca de 60 milhões de euros de prejuízo. Relaciona-se com os helicópteros Kamov.  O ex-secretário de Estado do atual primeiro-ministro, José Artur Neves, a viver em Angola, confirmou tudo e acusou todos os responsáveis políticos que tiveram ligação com este verdadeiro exemplo da mais descarada corrupção. Quem tem moral para acusar outros partidos, de que pisam a linha vermelha? 

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